25.1.10

Onde vivem os monstros









Na semana passada vi e entrei na ilha imaginária dos monstros mais que humanos com Max. Com todas as críticas que li a respeito, me achei como o protagonista de 8, 9 anos, não entendendo muito bem as complicações de convivência, amor e individualidade dos monstros. Chorei. Me senti tão desprotegida quanto Max, sem o iglu ou o amontoado na hora de dormir.
Os monstros estão dentro da gente. Mas por toda a vida, ou só enquanto nos damos o direito de sentir falta, gargalhar, correr sem rumo, chorar e abraçar infinitamente quem se gosta?


Olha... Se crescer é esquecer dos monstros, acho que não vou crescer nunca.

15.1.10

Eu acho que su uma vírgula,

nada de pontos finais.

22.10.09

Quote de ontem.

Uma espécie de ressaca por só ter pensado coisas boas: melancolia.

Soft shock - YYYs.

Hoje sinto

como se fôssemos amigos, mas sem a coragem de admitir.

21.10.09

Três doses de angústia

Repartidas em três noites mal dormidas, e alguns outros dias tomados de espera e lampejos de ah! - hesitação. Redescobrir sensações guardadas a sete chaves ou ser tomada pelo acaso inesperado, e ver-se amando tudo o que é oposto ao óbvio, ao previsível, ao substituível - que é quase tudo, de tantos "quases".
Em dois tempos vejo minha vida-pacata-rotina tranformada e transtornada em se e porém e subentendeções - elas, mais uma vez! E tudo o que era pouco ou quase nada se faz um tanto, tentador.
Vejo-me como num daqueles sonhos que levam ao sobressalto, a sensação da queda vista em primeira pessoa e nada se pode fazer até que se caia em si novamente e veja que passou, simplesmente passou. Não se quebra, não se levanta, não se tem ação sobre o acaso e, quando menos se espera, você está a salvo.
Mas, pela primeira vez, quem disse que eu queria estar a salvo? Talvez a queda pela queda, o desafio pela adrenalina, pela sensação insuperável de se estar viva e agradecer o simples fato de ter desejos e disposição suficiente para vê-lo conquistado.
É como um segredo que só eu sei o que significa e o quanto vale. Com a angústia e a delícia de guardá-lo só para mim, olhando-o às vezes, me entorpecendo com sua vivacidade, adorando a agonia de mantê-lo a salvo.